O espanhol
Ricardo Bofill, arquitecto e urbanista de renome
mundial, encontrou-se na manhã de ontem, 06, com
representantes da Comissão Executiva da
Sociedade de Desenvolvimento Turístico da Ilhas
da Boa Vista e Maio (SDTIBM) na cidade da Praia
e apresentou projectos para a construção de um
complexo turístico na ilha das dunas.
Avaliadas em
100 milhões de euros, as obras de Bofill, que
incluiriam um "resort" com 370 unidades
habitacionais na praia de Chaves, fariam parte
do plano de ordenamento turístico local.
Em
entrevista ao asemanonline, Bofill disse que
este é o momento certo para se realizar um plano
desta grandiosidade no arquipélago. "Cabo Verde
passa por um importante momento de crescimento e
tem a oportunidade de implantar muitas coisas
para tornar-se um exemplo de como um país pode
desenvolver-se". O arquitecto não revela muitos
detalhes do complexo na Boa Vista, mas garante a
sua qualidade. "Trabalharemos para que a
rentabilidade e os rendimentos sejam os melhores.
Cabo Verde tem possibilidades e potencial para
atingir um nível alto de qualidade turística
internacional, pois as ilhas reúnem todos os
elementos para isso".
Na sua
terceira visita ao país, Bofill ressaltou a
beleza do arquipélago e a simpatia dos crioulos.
"Cabo Verde tem uma geografia potente e uma
grande vocação cultural, pois absorve
perspectivas culturais da África, Europa e
América. É um lugar excepcional, mágico e lindo.
Já os cabo-verdianos são pessoas simpáticas,
amáveis e de diálogo". Perguntado sobre o que
acha da Praia, cidade capital do país, o
espanhol destaca a sua localização privilegiada
e a organização do Plateau, mas acredita que
precisa de inteligência política e do consenso
dos que interagem com ela para um pleno
desenvolvimento.
O plano
apresentado à SDTIBM é da empresa portuguesa
SITRAM, da Ilha da Madeira. "Tivemos um cuidado
especial e pedimos ao arquitecto Bofill que
fizesse uma obra única, que mantivesse as
características e belezas naturais da praia de
Chaves. A ideia é construir um "resort" com
ambiente familiar. Ele terá uma zona central com
restaurantes, ginásios, bares, piscinas, e à
volta uma unidade com habitações turísticas",
revela Silvio Santos, administrador da empresa,
que dá um prazo de seis meses a um ano, caso o
projecto seja aprovado, para iniciar as obras.
Gilda Évora,
assistente da direcção da SDTIBM, explica que o
projecto ainda será analisado pela comissão
executiva, junto com os outros que a sociedade
recebeu. Évora destaca que a Boa Vista é a
primeira ilha de Cabo Verde a ter um Plano de
Ordenamento Turístico (POT) com orçamento já
aprovado.
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